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Postagens

Minhas Histórias em uma Folha de Papel

Tem vezes que a vida nos é tão cruel que temos medo de experimentar coisas novas, desistimos antes mesmo de tentar, temos receio de se entregar e nos arrependermos mais uma vez, de se doar e não nos darem o devido valor, de se expor e só sofrer.
Mas, vez ou outra, aparecem pessoas que a gente sente que valem a pena arriscar tudo isso, dar aquela última chance de ser feliz ao lado de alguém, de, quem sabe, amar uma pessoa que sem dúvida irá te amar de volta.
Contudo, as cicatrizes de frustrações anteriores estão sempre te lembrando que já não deu certo outra vezes, então a gente vai com cautela. Ás vezes muita cautela. E aí me lembro de uma música que diz assim: "Pra tanta gente eu me dei de graça / Só pra você eu me poupei". E tem vezes que é tarde demais.
Quando estamos machucados, sempre fazemos tudo muito pensado, muito devagar, o que é bom, mas algumas pessoas acham que é falta de interesse e se chateiam. Você tenta fazer as coisas da melhor maneira possível e acaba saindo …

Meus Textos

As vezes, perdemos pedaços importantes do coração, mas os buracos que ficam, são para lembrar daqueles que foram importantes. Lembrar que valeu a pena o pedaço perdido por cada um deles. E a felicidade vem por saber que, esses pedaços, estão em boas mãos, porque estão com aqueles pelos quais eu lutei. (Jack Baptista)
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Retalhos da Mente (Final)

Seis meses depois, cheguei em casa da faculdade. Era o dia em que Eric chegava mais cedo do hospital e ele sempre arrumava o almoço para nós. - Amor, cheguei. Amor? Eric, onde você está? – andei pela casa toda procurando por ele e nada. Fui até nosso quarto, não o achei ali, mas encontrei um papel em cima da cabeceira que estava escrito: Para Amanda Silvano Oliveira. Peguei o papel e li.
Minha Querida Amanda, Quando achar isso, significa que não voltará a me ver. Não achará mais minhas coisas no seu armário...
Corri desesperada até o guarda-roupa implorando para não ser verdade o que lia, porém, quando o abri, ele realmente estava vazio. Não havia mais nenhuma roupa nos cabides ou nas gavetas. Tudo havia simplesmente desaparecido. Aos prantos, fui ler mais para tentar descobrir o motivo por ele ter ido embora assim de repente. Que eu me lembrasse, não havíamos nos desentendido ou nada parecido.
Não verá mais minha foto nos porta-retratos ou sentirá meu cheiro no travesseiro...
Olhei para a f…

Retalhos da Mente (parte 4)

Todos os dias, Eric vinha me visitar várias vezes e, quando tinha tempo, ia conversar comigo e ver o meu progresso no tratamento da depressão. Conversava com o médico responsável por mim e sempre me levava flores. Com o tempo, um sentimento enorme crescia em mim até que descobri que eu o amava. No mês seguinte, eu tive alta e pude voltar para casa.        - Vai me ver hoje à noite? – perguntei a Eric antes de deixar o hospital.        - Claro que vou.        - Então, até mais tarde.        Esperei por ele ansiosamente. Fiz um jantar com todas as coisas que eu sabia que ele gostava, com vinho e velas. Ele chegou pontualmente às 9 horas, de terno preto, flores e uma caixa de chocolate.        - Caramba! Você está linda!       - Você também está muito lindo e elegante. Entre. – deixei-o passar e levei-o até a mesa que havia montado.        - Nossa você caprichou em tudo! Está lindo!      Jantamos e depois fomos para a sala e sentamos no sofá. Ele abriu a caixa de chocolate e me d…

Retalhos da Mente (parte 3)

Eric foi ao meu quarto e bateu na porta como se estivesse indo me buscar em casa. Fomos para de baixo da árvore que nos conhecemos, ele estendeu uma toalha na grama e colocou as coisas em cima. - Não sabia do que você gostava então pedi comida japonesa. E como você não pode beber nada alcólico, trouxe um suco de laranja com acerola. - Como conseguiu fazer isso? Não é proibido entrar outro tipo de comida no hospital? - É, mas eu tenho meus truques. – ele piscou um olho pra mim e lançou um sorriso lindo. Eu ri dele e percebi que não sorria havia muito tempo. - Está rindo? Isso é bom! Então estou alcançando meus objetivos, finalmente. - fiquei tímida e olhei para baixo. - Sabe, cada vez que te olho, mais eu acho você linda. Ficamos quase a noite toda ali, conversando e se divertindo. Ele me contou que morava no Rio de Janeiro quando era criança e depois de ter se formado na faculdade, decidiu vir para São Paulo e começou a trabalhar no hospital. Contei para ele sobre meus planos e antigos sonh…

Retalhos da Mente (parte 2)

Fui andar pelo hospital e me sentei no jardim embaixo de uma árvore, bem isolada. Fechei os olhos e senti o vento batendo em meu rosto e o som do vazio. As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto e, como costumava acontecer depois do acidente, desabei e chorei. - Ei, por que uma moça tao linda como você esta chorando? - ouvi uma voz do meu lado. Uma voz grossa e imponente de um homem. Virei para o outro lado, pois não queria que ninguém me visse chorando. - Não  é nada. Vai embora. Eu quero ficar sozinha. - houve um silêncio e eu achei que ele havia ido embora. Me virei para ver e ele estava sentado ao meu lado me olhando com um olhar doce e um sorriso no rosto. - O que está olhando? Não me ouviu dizer pra ir embora?! - Ouvi sim, mas preferi ficar. Qual o seu nome? - não respondi. - Meu nome é Eric. - Por que não vai visitar seus parentes Eric?! - Não vim visitar ninguém. Eu sou médico. - eu o olhei de novo e vi que estava usando jaleco e roupas brancas. - Hum... Então por que não vai cu…

Retalhos da Mente (parte 1)

Estávamos indo para um lugar lindo. Um lugar que eu amava passar as férias: Rio Grande do Sul na cidade de Cachoeira do Sul. Meus avós moram lá. Estava indo com meus pais de carro para visitá-los. Meu pai dirigia, minha mãe sentava no banco do carona olhando a paisagem lá fora com a janela aberta e seus cabelos vermelhos ao vento. Ela era linda e, junto com meu pai, formavam o casal mais bonito que eu já conheci. Viviam como se ainda fossem namorados de escola. Até os nomes pareciam combinar: Pedro e Susana. Meu nome é Amanda e eu tenho 18 anos. Faço faculdade de Psicologia em São Paulo e moro com meus pais lá. - Pedro, você quer que eu dirija um pouco? – perguntou minha mãe. - Não, querida. Quando fizermos a próxima parada a gente troca. - Pai, põe a nossa música pra tocar. Não tem graça viajar sem ela. - Você que manda! Continuamos a viagem ao som de Legião Urbana, nossa banda favorita. Estávamos chegando na divisa do estado, quando o pior aconteceu. Um caminhão foi fazer uma ultrapassag…

Porto Seguro

Momentos difíceis. Situações constrangedoras. Sentimentos inexplicáveis.
Não saber o que se passa dentro de si mesmo é o pior. Não saber o que quer, o que sente, o certo, o errado, o ruim e o bom.
Ter certeza apenas que, algumas coisas, podem ter consequências catastróficas e você se importa ao mesmo tempo que não.
Seu coração, não sente mais de tanta dor, de tão destruído que está. Sua alma? Essa parece que se foi...não aguentou tanta dor.
Mas, finalmente, de repente, algo que lembra aquela esperança que você sente que perdeu, aparece...talvez de uma maneira errada, diferente, que você não esperava e, de certa forma, não queria, mas apareceu...
O que fazer? É inevitável, inusitado, difícil de explicar, de entender...mas e daí? É a única coisa que tem te feito bem ultimamente...seu porto seguro, onde achou paz para descansar um pouco.
O que tem se não era pra ser assim?! Assuma que a culpa não foi sua, ignora se for necessário, mas vá atrás! É isso que deve dizer para si mesma.
Seus sentimen…

Jack Baptista

Que possa estar ao lado daqueles que te querem bem para ter forças, e dos que te invejam para que não se esqueça de lutar.